A cada dois anos?
Depende, se não está bem ou com cara de apertado, sim.
A sinalização dada pela planta independe do tempo. O importante é observar a situação e decidir o momento ideal do transplante.
Em vasos de barro as orquídeas podem ficar até quando o substrato estiver visivelmente velho, ou o vaso não as comporte mais - quando os bulbos estão crescendo para fora.
Algumas orquídeas, como as Coelogyne não gostam de ser replantadas e podem morrer no processo.
Ao replantar uma orquídea sugiro observar alguns pontos:
1) O transplante só deve ser feito quando a orquídea estiver brotando, ou seja, com nova frente com raízes.
Algumas orquídeas emitem nova frente, espata floral, flores e após todo esse ciclo, é que surgem as raízes no novo bulbo.
2) Evite transplante quando a planta estiver florida e no período de dormência (quando não apresenta crescimento).
3) Para facilitar a retirada da planta do recipiente onde se encontra, molhe-a bem. No caso de vasos de barro, na maioria das vezes será necessário quebrá-lo para preservar as raízes.
4) Lave os vasos onde serão plantadas com água sanitária e esterilize todo material a ser usado, especialmente a tesoura ou faca. Cuidado especial deve ser dispensado às mãos. Esses cuidados visam diminuir o risco de contaminação.
5) Use canela em pó pura, sem açúcar, nos cortes efetuados na planta, ela atua como cicatrizante e antifúngica.
6) Lave a planta em água corrente, retirando as raízes mortas.
7) A firmeza da planta no vaso é muito importante para o seu desenvolvimento. Para isso você pode amarrar sua orquídea na borda do vaso com arame fino ou então utilizar palitos de churrasco para firmá-la.
8) Não é aconselhável adubar a orquídea no momento do plantio ou imediatamente após.
9) Na divisão da planta o ideal é que cada novo vaso tenha no mínimo quatro bulbos.
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domingo, 21 de outubro de 2012
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Parabéns Brasileirinho!
ONU premia estudante brasileiro em concurso de pintura sobre meio ambiente
CLIPPING - Ambiente Brasil de 11.10.2012.
Às vésperas do Dia da Criança, que se comemora na próxima sexta-feira (12), a Organização das Nações Unidas (ONU) premiou na quarta-feira (10), na capital fluminense, oito crianças de vários países com idades entre 6 e 14 anos como vencedores do Concurso Internacional de Pintura Infantil sobre Meio Ambiente, entre elas o estudante brasileiro Waldir Hissashi Santana Tokuda, de 12 anos.
Morador de Teresópolis, região serrana do Rio de Janeiro, Waldir Tokuda ficou em primeiro lugar na categoria América Latina e Caribe. “Eu estou muito feliz porque não esperava ser o ganhador. As pessoas têm que preservar o meio ambiente para todo o mundo ter uma vida melhor e mais sustentável”, disse.
O pai do estudante, Waldir Skiguehaw Tokuda, explicou que a tragédia climática que atingiu Teresópolis em 2011 teve influência na criação da pintura. “Parecia filme de terror [a tragédia na região serrana do Rio], mas nós temos que ver a parte positiva e ajudar as pessoas, e é isso que eu passo para ele”, destacou.
A pintura de Waldir Tokuda representa as “comunidades verdes”, tema do concurso. Nela, as pessoas, animais, carros e ciclistas convivem em perfeita harmonia em um mundo de cores e alegria.
No prêmio global, a americana Diana Fan de 14 anos foi a grande vencedora, mas não pôde comparecer à cerimônia para receber o prêmio. O trabalho da americana mostra um pinguim entre imagens de oceano, florestas e turbinas eólicas.
Em segundo lugar ficou Ka Mun Leong, de 14 anos, com a pintura que representa um relógio dividido em dois: uma metade representando a poluição e outra mostrando o meio ambiente preservado.
Para Montserrat Valéria representante do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) para a América Latina e o Caribe, ressalta que a importância do concurso não está na premiação e sim no processo de interação das crianças com o tema. “Eles representam as futuras gerações que podem mudar as coisas, isso que é importante. As crianças envolvem os adultos e isso vale mais que o prêmio”, contou.
Idealizado pelo Pnuma, o concurso criado há 21 anos contou este ano com mais de 630 mil trabalhos de vários países. Além de receberem um diploma e US$ 1 mil, os vencedores ganharam uma viagem para a Conferência Internacional Tunza de Jovens pelo Meio Ambiente, que ocorrerá em Dubai no próximo ano. (Fonte: Agência Brasil)
CLIPPING - Ambiente Brasil de 11.10.2012.
Às vésperas do Dia da Criança, que se comemora na próxima sexta-feira (12), a Organização das Nações Unidas (ONU) premiou na quarta-feira (10), na capital fluminense, oito crianças de vários países com idades entre 6 e 14 anos como vencedores do Concurso Internacional de Pintura Infantil sobre Meio Ambiente, entre elas o estudante brasileiro Waldir Hissashi Santana Tokuda, de 12 anos.
Morador de Teresópolis, região serrana do Rio de Janeiro, Waldir Tokuda ficou em primeiro lugar na categoria América Latina e Caribe. “Eu estou muito feliz porque não esperava ser o ganhador. As pessoas têm que preservar o meio ambiente para todo o mundo ter uma vida melhor e mais sustentável”, disse.
O pai do estudante, Waldir Skiguehaw Tokuda, explicou que a tragédia climática que atingiu Teresópolis em 2011 teve influência na criação da pintura. “Parecia filme de terror [a tragédia na região serrana do Rio], mas nós temos que ver a parte positiva e ajudar as pessoas, e é isso que eu passo para ele”, destacou.
A pintura de Waldir Tokuda representa as “comunidades verdes”, tema do concurso. Nela, as pessoas, animais, carros e ciclistas convivem em perfeita harmonia em um mundo de cores e alegria.
No prêmio global, a americana Diana Fan de 14 anos foi a grande vencedora, mas não pôde comparecer à cerimônia para receber o prêmio. O trabalho da americana mostra um pinguim entre imagens de oceano, florestas e turbinas eólicas.
Em segundo lugar ficou Ka Mun Leong, de 14 anos, com a pintura que representa um relógio dividido em dois: uma metade representando a poluição e outra mostrando o meio ambiente preservado.
Para Montserrat Valéria representante do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) para a América Latina e o Caribe, ressalta que a importância do concurso não está na premiação e sim no processo de interação das crianças com o tema. “Eles representam as futuras gerações que podem mudar as coisas, isso que é importante. As crianças envolvem os adultos e isso vale mais que o prêmio”, contou.
Idealizado pelo Pnuma, o concurso criado há 21 anos contou este ano com mais de 630 mil trabalhos de vários países. Além de receberem um diploma e US$ 1 mil, os vencedores ganharam uma viagem para a Conferência Internacional Tunza de Jovens pelo Meio Ambiente, que ocorrerá em Dubai no próximo ano. (Fonte: Agência Brasil)
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sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Crise Civilizatória?
Crise Civilizatória
Maria Gleide Brandão Mendes
“O consumismo é impulsionado por uma rápida expansão de avanços tecnológicos que permitem empregar e gastar mal quantidades cada vez maiores de recursos naturais. Na verdade, mais do que uma crise demográfica ou uma crise de recursos, encontramo-nos diante de uma crise civilizatória".
O consumismo está diretamente ligado às sociedades capitalistas onde a produção do excedente é condição necessária para que ocorra a troca regular de valores de uso, originando um novo valor o de troca. Segundo Marx (1985) “ninguém em seu isolamento produz valores: as coisas só se tornam valores em sua relação social.” Ocorrendo a produção excedente, para troca, a utilização da natureza ocorre de forma ampliada, considerando que os homens não produzem somente o necessário para seu consumo imediato, mas para atender toda uma textura social. Nesse contexto, a produção para troca implica em uma nova relação com a natureza. Marx considerava como pecado original do capitalismo a mudança do "valor de uso" para "valor de troca".
O aumento considerável do consumo registrado na era moderna ocorre também em decorrência do conceito de que todas as coisas se tornam objeto a serem consumidos. Vive-se em um mundo em que a economia se caracteriza pelo desperdício, onde todas as coisas devem ser devoradas e abandonadas tão rapidamente como surgem e desaparecem “sem jamais durarem o tempo suficiente para conter em seu meio o processo vital” (Arendt, 1997:147).
A evolução nos conceitos das técnicas de produção dos bens foi outro fator que contribuiu para que esse consumo se acentuasse e principalmente que a natureza fosse encarada pelo homem como mera fonte de bens a serem utilizados sem nenhum critério. Santos (1996) assinala que nunca houve, na história do mundo, um subsistema de técnicas tão invasor, com tal capacidade de se difundir e de se impor aos lugares e aos homens, sendo que também é a primeira vez na história que o subsistema técnico tende à unidade. Os agentes que utilizam os subsistemas mais novos são hegemônicos, enquanto os agentes homogeneizados utilizam subsistemas técnicos não-hegemônicos. Entretanto, o envelhecimento do patrimônio técnico é rápido, logo substituído por outro de maior capacidade operacional, em função da competitividade, fazendo com que equipamentos e lugares envelheçam rapidamente. Como acentua Santos (1996:177) , “não é a técnica que exige aos países, às empresas, aos lugares serem competitivos e sim a política produzida pelos atores globais, isto é, empresas globais, bancos globais, instituições globais”.
Após a Segunda Guerra Mundial, o progresso técnico e cientifico rompeu todas as proporções antes registradas relativas aos efeitos destrutivos na natureza. Essa destruição não se limitou na sua intervenção ela produziu uma "outra natureza" na tentativa de emancipar-se dela. Assim, diante da possibilidade de escassez de energia fóssil a resposta foi a tecnologia atômica: A tecnologia genética tende a substituir os métodos tradicionais de criação de animais e plantas.
Nesse aspecto, Arendt dá um passo adicional:
“não há motivo para duvidar da nossa atual capacidade de destruir toda a vida orgânica da Terra. A questão é se apenas desejamos usar nessa direção nosso novo conhecimento científico e técnico – e esta questão não pode ser resolvida por meios científicos; é uma questão política de primeira grandeza e, portanto, não deve ser decidida por cientistas profissionais, nem por políticos profissionais”
(Arendt, 1997: 11).
A “revolução ambiental”, surgida no século XX, promoveu importantes mudanças na visão do mundo. Foi aí que a humanidade percebeu que os recursos naturais são finitos e que seu uso indiscriminado pode ocasionar o fim de sua existência. A consciência ambiental adquirida com essa descoberta levou o homem a questionar a ciência e a tecnologia. Milton Santos (1996) , enfatizou o papel do capitalismo tecnológico e seu impacto no meio natural. Destacou que, hoje, a natureza sofre, antes de mais nada, um processo de instrumentalização, tornando-se um processo social e, com isso, “desnaturalizada”. Ainda referindo-se ao impacto dessas alterações, Santos , (1996: 51).enfatiza a negação da natureza natural que esses fenômenos provocam:
“No começo da história do homem, a configuração territorial é simplesmente o conjunto dos complexos naturais. À medida que a história vai se fazendo, a configuração territorial é dada pelas obras dos homens: estradas, plantações, casas, depósitos, portos, fábricas, cidades etc.; verdadeiras próteses. Cria-se uma configuração territorial que é cada vez mais o resultado de uma produção histórica e tende a uma negação da natureza natural, substituindo-a por uma natureza inteiramente humanizada”
Quanto mais poderosa é a maquinaria, mais riscos ela provoca para a vida humana e tanto maior é a pressão econômica para tirar dela mais lucro e desempenho.
Dickens, entre outros autores, apontou desde a Revolução Industrial a degradação de Londres. No século XX, a primeira grande preocupação com o potencial técnico científico destrutivo da humanidade e da natureza acontece no final da Segunda Guerra, quando o mundo foi surpreendido com o lançamento da bomba atômica em Hiroshima (66 mil mortos) e Nagasaki (39mil mortos).
Porém foi a "Doença de Minamata" que deu início ao processo de tomada de consciência ecológica trazendo a percepção de que o planeta estava sendo danificado de forma continuada. Doença provocada por poluição da Indústria Chisso Corporation que jogava lixo na Baía de Minamata no Japão. Inicialmente atacou os gatos comedores de peixes do local, que apresentavam comportamento estranho e tremores seguido de morte. Depois algumas pessoas apresentaram os mesmos sintomas. Tomiji Matsuda nasceu cego e com o cérebro defeituoso e tornou-se símbolo do movimento ecológico.
Em 1962, Rachel Carson, Livro Silent Spring - lançado nos Estados Unidos, afirma que o uso de pesticidas destrói o solo e envenena pessoas. Outros grandes acidentes ao meio ambiente aconteceram, por toda a metade do século XX:
• Dezembro de 1984 – Contaminação por 40 km2 de gás tóxico na cidade de Bhopal na Índia, provocada por um acidente na fábrica de pesticidas Union Carbide, onde cerca de 200 mil pessoas ficaram queimadas ou cegas, 10 mil morreram na hora ;
• Abril de 1986 – acidente nuclear de Chernobil, que espalhou radiação por cerca de 3.000 Km, provocando a morte de 100 pessoas e deixando outras centenas que sofrem, até hoje, os efeitos da radiação.
Tudo isso fez com que o assunto fosse discutida por Grandes Empresas e População porém os problemas persistem tendo em vista que a problemática está baseada na estrutura econômica vigente.
Castells (1999: 141) afirmava: “ A maioria de nossos problemas ambientais mais elementares ainda persiste, uma vez que seu tratamento requer uma transformação nos meios de produção e de consumo, bem como de nossa organização social e de nossas vidas pessoais”
Apesar dos discursos ecológicos serem contraditórios e diversificados eles possuem um ponto em comum: o assunto é uma questão de sobrevivência e relevante, Harvey, (1996).
Nosso dia a dia está repleto de exemplos que confirmam essa situação:
• Utilização em grande escala de produtos descartáveis (copos, pratos, talheres, fraldas e tantos outros) que provocam um acumulo considerável de lixo e demandam grandes quantidades de matéria prima na sua produção.
• As alterações, a cada estação, das tendências da moda, o que faz com que as peças de vestuário e calçados sejam consideradas produtos semidescartáveis.
• As rápidas alterações tecnológicas que acontecem nos produtos, principalmente na área da informática demandam matéria prima constante e geram um acumulo de lixo todo dia.
Todos esses fatos e fatores aliados a outros, aqui não comentados, confirmam a afirmação que o consumismo é alimentado pelas rápidas transformações tecnológicas e pelo cultura de consumo imposta pelo sistema capitalista, onde são mal empregadas grandes quantidades de matéria prima e estimulado o descarte de produtos que ainda possuem vida útil. Estamos sim diante de uma crise civilizatória.
Referência Bibliográfica
BERNARDES, Júlia Adão e FERREIRA, Francisco Pontes de Miranda in Sociedade e Natureza
Maria Gleide Brandão Mendes
“O consumismo é impulsionado por uma rápida expansão de avanços tecnológicos que permitem empregar e gastar mal quantidades cada vez maiores de recursos naturais. Na verdade, mais do que uma crise demográfica ou uma crise de recursos, encontramo-nos diante de uma crise civilizatória".
O consumismo está diretamente ligado às sociedades capitalistas onde a produção do excedente é condição necessária para que ocorra a troca regular de valores de uso, originando um novo valor o de troca. Segundo Marx (1985) “ninguém em seu isolamento produz valores: as coisas só se tornam valores em sua relação social.” Ocorrendo a produção excedente, para troca, a utilização da natureza ocorre de forma ampliada, considerando que os homens não produzem somente o necessário para seu consumo imediato, mas para atender toda uma textura social. Nesse contexto, a produção para troca implica em uma nova relação com a natureza. Marx considerava como pecado original do capitalismo a mudança do "valor de uso" para "valor de troca".
O aumento considerável do consumo registrado na era moderna ocorre também em decorrência do conceito de que todas as coisas se tornam objeto a serem consumidos. Vive-se em um mundo em que a economia se caracteriza pelo desperdício, onde todas as coisas devem ser devoradas e abandonadas tão rapidamente como surgem e desaparecem “sem jamais durarem o tempo suficiente para conter em seu meio o processo vital” (Arendt, 1997:147).
A evolução nos conceitos das técnicas de produção dos bens foi outro fator que contribuiu para que esse consumo se acentuasse e principalmente que a natureza fosse encarada pelo homem como mera fonte de bens a serem utilizados sem nenhum critério. Santos (1996) assinala que nunca houve, na história do mundo, um subsistema de técnicas tão invasor, com tal capacidade de se difundir e de se impor aos lugares e aos homens, sendo que também é a primeira vez na história que o subsistema técnico tende à unidade. Os agentes que utilizam os subsistemas mais novos são hegemônicos, enquanto os agentes homogeneizados utilizam subsistemas técnicos não-hegemônicos. Entretanto, o envelhecimento do patrimônio técnico é rápido, logo substituído por outro de maior capacidade operacional, em função da competitividade, fazendo com que equipamentos e lugares envelheçam rapidamente. Como acentua Santos (1996:177) , “não é a técnica que exige aos países, às empresas, aos lugares serem competitivos e sim a política produzida pelos atores globais, isto é, empresas globais, bancos globais, instituições globais”.
Após a Segunda Guerra Mundial, o progresso técnico e cientifico rompeu todas as proporções antes registradas relativas aos efeitos destrutivos na natureza. Essa destruição não se limitou na sua intervenção ela produziu uma "outra natureza" na tentativa de emancipar-se dela. Assim, diante da possibilidade de escassez de energia fóssil a resposta foi a tecnologia atômica: A tecnologia genética tende a substituir os métodos tradicionais de criação de animais e plantas.
Nesse aspecto, Arendt dá um passo adicional:
“não há motivo para duvidar da nossa atual capacidade de destruir toda a vida orgânica da Terra. A questão é se apenas desejamos usar nessa direção nosso novo conhecimento científico e técnico – e esta questão não pode ser resolvida por meios científicos; é uma questão política de primeira grandeza e, portanto, não deve ser decidida por cientistas profissionais, nem por políticos profissionais”
(Arendt, 1997: 11).
A “revolução ambiental”, surgida no século XX, promoveu importantes mudanças na visão do mundo. Foi aí que a humanidade percebeu que os recursos naturais são finitos e que seu uso indiscriminado pode ocasionar o fim de sua existência. A consciência ambiental adquirida com essa descoberta levou o homem a questionar a ciência e a tecnologia. Milton Santos (1996) , enfatizou o papel do capitalismo tecnológico e seu impacto no meio natural. Destacou que, hoje, a natureza sofre, antes de mais nada, um processo de instrumentalização, tornando-se um processo social e, com isso, “desnaturalizada”. Ainda referindo-se ao impacto dessas alterações, Santos , (1996: 51).enfatiza a negação da natureza natural que esses fenômenos provocam:
“No começo da história do homem, a configuração territorial é simplesmente o conjunto dos complexos naturais. À medida que a história vai se fazendo, a configuração territorial é dada pelas obras dos homens: estradas, plantações, casas, depósitos, portos, fábricas, cidades etc.; verdadeiras próteses. Cria-se uma configuração territorial que é cada vez mais o resultado de uma produção histórica e tende a uma negação da natureza natural, substituindo-a por uma natureza inteiramente humanizada”
Quanto mais poderosa é a maquinaria, mais riscos ela provoca para a vida humana e tanto maior é a pressão econômica para tirar dela mais lucro e desempenho.
Dickens, entre outros autores, apontou desde a Revolução Industrial a degradação de Londres. No século XX, a primeira grande preocupação com o potencial técnico científico destrutivo da humanidade e da natureza acontece no final da Segunda Guerra, quando o mundo foi surpreendido com o lançamento da bomba atômica em Hiroshima (66 mil mortos) e Nagasaki (39mil mortos).
Porém foi a "Doença de Minamata" que deu início ao processo de tomada de consciência ecológica trazendo a percepção de que o planeta estava sendo danificado de forma continuada. Doença provocada por poluição da Indústria Chisso Corporation que jogava lixo na Baía de Minamata no Japão. Inicialmente atacou os gatos comedores de peixes do local, que apresentavam comportamento estranho e tremores seguido de morte. Depois algumas pessoas apresentaram os mesmos sintomas. Tomiji Matsuda nasceu cego e com o cérebro defeituoso e tornou-se símbolo do movimento ecológico.
Em 1962, Rachel Carson, Livro Silent Spring - lançado nos Estados Unidos, afirma que o uso de pesticidas destrói o solo e envenena pessoas. Outros grandes acidentes ao meio ambiente aconteceram, por toda a metade do século XX:
• Dezembro de 1984 – Contaminação por 40 km2 de gás tóxico na cidade de Bhopal na Índia, provocada por um acidente na fábrica de pesticidas Union Carbide, onde cerca de 200 mil pessoas ficaram queimadas ou cegas, 10 mil morreram na hora ;
• Abril de 1986 – acidente nuclear de Chernobil, que espalhou radiação por cerca de 3.000 Km, provocando a morte de 100 pessoas e deixando outras centenas que sofrem, até hoje, os efeitos da radiação.
Tudo isso fez com que o assunto fosse discutida por Grandes Empresas e População porém os problemas persistem tendo em vista que a problemática está baseada na estrutura econômica vigente.
Castells (1999: 141) afirmava: “ A maioria de nossos problemas ambientais mais elementares ainda persiste, uma vez que seu tratamento requer uma transformação nos meios de produção e de consumo, bem como de nossa organização social e de nossas vidas pessoais”
Apesar dos discursos ecológicos serem contraditórios e diversificados eles possuem um ponto em comum: o assunto é uma questão de sobrevivência e relevante, Harvey, (1996).
Nosso dia a dia está repleto de exemplos que confirmam essa situação:
• Utilização em grande escala de produtos descartáveis (copos, pratos, talheres, fraldas e tantos outros) que provocam um acumulo considerável de lixo e demandam grandes quantidades de matéria prima na sua produção.
• As alterações, a cada estação, das tendências da moda, o que faz com que as peças de vestuário e calçados sejam consideradas produtos semidescartáveis.
• As rápidas alterações tecnológicas que acontecem nos produtos, principalmente na área da informática demandam matéria prima constante e geram um acumulo de lixo todo dia.
Todos esses fatos e fatores aliados a outros, aqui não comentados, confirmam a afirmação que o consumismo é alimentado pelas rápidas transformações tecnológicas e pelo cultura de consumo imposta pelo sistema capitalista, onde são mal empregadas grandes quantidades de matéria prima e estimulado o descarte de produtos que ainda possuem vida útil. Estamos sim diante de uma crise civilizatória.
Referência Bibliográfica
BERNARDES, Júlia Adão e FERREIRA, Francisco Pontes de Miranda in Sociedade e Natureza
sábado, 29 de setembro de 2012
Programa de Orquidófilo
Neste sábado o programa escolhido foi visitar a 27a. Exposição Paraibana de Orquídeas, que está acontecendo no Tambiá Shopping em João Pessoa(PB). A exposição foi organizada pela APO - Associação Paraibana de Orquidófilos. Na ocasião, a APO distribuiu um folder contendo informações sobre Habitats, Plantio, Substratos, Água e Umidade, Luminosidade, Pragas e Doenças e Adubação das Orquídeas, disponível em: http://www.orquideaparaiba.com/orquidea_paraiba9_1.htm.
Confira algumas imagens das plantas expostas:
Confira algumas imagens das plantas expostas:
terça-feira, 25 de setembro de 2012
CRISE AMBIENTAL
CRISE AMBIENTAL
Explicando porque a crise ambiental da atualidade não pode ser resumida unicamente a intervenções recentes do ser humano sobre o meio.
Buscando a história para interpretar a evolução da crise.
Creditar a responsabilidade da atual crise ambiental unicamente aos impactos recentes causados pelo ser humano é, no mínimo, injusto e sem argumentos sustentáveis.
Já em 1854, na carta que o Cacique Seattle escreveu ao Presidente Norte Americano sobre a proposta recebida para vender a terra onde a tribo sob seu comando habitava, percebe-se de forma clara, a relação exploradora que o homem tinha com a terra, quando ele declara:
"Sabemos que o homem branco não compreende nossos costumes. Uma porção de terra, para ele, tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é um forasteiro que vem a noite e extrai da terra aquilo que necessita. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga, e quando ele a conquista, prossegue seu caminho".
Quando o naturalista Ernst Haeckel, em 1866, criou o termo ecologia, advinda da junção das palavras gregas oikos, (casa ou família), e logos, (estudo), o fez voltado mais especificamente para os seres vivos. A preocupação naquele momento era estudar esses seres de forma isolada, sem considerar como se relacionavam com o meio ambiente.
Em nome desse estudo muitos animais e plantas foram sacrificados de forma impiedosa. O próprio Haeckel não se incomodava de matar, de forma indiscriminada, animais com esse objetivo. Joseph Hooker, famoso botânico inglês, convenceu seus carregadores a percorrer florestas em busca de orquídeas raras. Além disso, espalhou a notícia, entre amantes dessa planta, que a coleta e venda de orquídeas das florestas era um bom negócio.
Somente depois é que Hackel propôs que a Oecologie em vez de tratar as espécies de formas separadas examine o modo como elas interagem com o ambiente físico e com outras espécies ao seu redor.
No Brasil, apesar da descrição fantástica feita por Pero Vaz de Caminha de nossas belezas naturais, comparando-as ao Éden, Pádua (PÁDUA, JOSÉ in “Natureza e projeto nacional: As origens da ecologia política no Brasil”) observou que a relação dos descobridores estabelecida com a terra foi conflituosa tendo em vista que havia dois olhares.
•O da cultura renascentista, que se fascinava com os relatos da viagem e com a possibilidade de alargar conhecimentos através da descoberta de novas terras;
•O mercantilista, interessado em ampliar o espaço do comércio, criar novos monopólios, explorar riquezas e aumentar a renda dos Estados nacionais em construção.
O tema natureza serviu para essas duas correntes de forma convergente e antagônica. Prova disso foi que o nome da terra inspirou-se na planta chamada Pau Brasil, sobrepondo-se ao nome religioso original "Terra de Santa Cruz".
Pádua (PÁDUA, JOSÉ in “Natureza e projeto nacional: As origens da ecologia política no Brasil”) relata:
"O Pau Brasil não era uma árvore qualquer, mas sim o primeiro elemento da natureza brasileira passível de ser explorado em larga escala para benefício do mercantilismo europeu. .... O Brasil era um imenso "pau-brasil" uma rica natureza a ser usada e explorada sem preocupação alguma além do ganho imediato".
Essa visão nos custou a destruição das florestas nativas.
Ao referir-se aos ciclos econômicos brasileiros Pádua compara-os ao que hoje chamaríamos de desastres ecológicos. "Repetia-se mais uma vez o ciclo normal das atividades produtivas no Brasil. A uma fase de intensa e rápida prosperidade seguia-se outra de estagnação e decadência". (PÁDUA, JOSÉ in “Natureza e projeto nacional: As origens da ecologia política no Brasil”). E assim aconteceu com o Pau Brasil, a Cana de Açúcar, o algodão o ouro e os diamantes.
José Bonifácio em 1823 já denuncia a situação de destruição de nossas terras, alertando sobre a possibilidade de nossa pátria ficar tal qual os páramos e desertos da Líbia.
O diagnóstico ambiental feito por Nabuco(1880) era bastante desalentador: solos inférteis no Rio de Janeiro, decadências das monoculturas no Nordeste, expansão da seca agravada pelo desmatamento. André Rebouças tinha a mesma visão de Nabuco quanto a situação da natureza no Brasil.
Alberto Torres, em 1914, corroborou com o que José Bonifácio havia falado em 1823, quanto à exploração predatória da terra, à ociosidade da grande propriedade e à ausência de um desenvolvimento da Economia Brasileira.
Rachel Carson em 1962 publica o livro Silent Spring, que causa grande impacto, alertando sobre o futuro de um mundo envenenado por pesticidas. Revela também a mudança nos conceitos de como as atividades humanas impactam o meio ambiente.
Ao longo de toda história nos deparamos com fatos que comprovam que a crise ambiental atualmente existente remonta do princípio da habitação do homem na terra. Vários fatores, ao longo do tempo, vem causando danos cumulativos à terra, provocando-lhe os mais diversos prejuízos.
A interdependência dos inúmeros fatos obriga-nos a pensar de forma global os efeitos que uma ação particular pode desencadear no planeta.
Não podemos nos creditar a culpa pelos estragos, mas também não devemos nos isentar disso. Culpar o curso da história ou outras gerações por essa situação e não fazer nada é o mesmo que entrar em campo no segundo tempo em time que está perdendo sem efetuar esforços para mudar a situação. O sabor da vitória nunca será experimentado e nosso time afundará mais um pouco no ranking geral do campeonato. Soerguê-lo se tornará cada vez mais difícil.
Devemos olhar para o passado para que não cometamos os erros anteriores e tiremos lição dos acertos ou propostas que objetivaram evitar a desarmonia dos homens e do meio ambiente.
Explicando porque a crise ambiental da atualidade não pode ser resumida unicamente a intervenções recentes do ser humano sobre o meio.
Buscando a história para interpretar a evolução da crise.
Creditar a responsabilidade da atual crise ambiental unicamente aos impactos recentes causados pelo ser humano é, no mínimo, injusto e sem argumentos sustentáveis.
Já em 1854, na carta que o Cacique Seattle escreveu ao Presidente Norte Americano sobre a proposta recebida para vender a terra onde a tribo sob seu comando habitava, percebe-se de forma clara, a relação exploradora que o homem tinha com a terra, quando ele declara:
"Sabemos que o homem branco não compreende nossos costumes. Uma porção de terra, para ele, tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é um forasteiro que vem a noite e extrai da terra aquilo que necessita. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga, e quando ele a conquista, prossegue seu caminho".
Quando o naturalista Ernst Haeckel, em 1866, criou o termo ecologia, advinda da junção das palavras gregas oikos, (casa ou família), e logos, (estudo), o fez voltado mais especificamente para os seres vivos. A preocupação naquele momento era estudar esses seres de forma isolada, sem considerar como se relacionavam com o meio ambiente.
Em nome desse estudo muitos animais e plantas foram sacrificados de forma impiedosa. O próprio Haeckel não se incomodava de matar, de forma indiscriminada, animais com esse objetivo. Joseph Hooker, famoso botânico inglês, convenceu seus carregadores a percorrer florestas em busca de orquídeas raras. Além disso, espalhou a notícia, entre amantes dessa planta, que a coleta e venda de orquídeas das florestas era um bom negócio.
Somente depois é que Hackel propôs que a Oecologie em vez de tratar as espécies de formas separadas examine o modo como elas interagem com o ambiente físico e com outras espécies ao seu redor.
No Brasil, apesar da descrição fantástica feita por Pero Vaz de Caminha de nossas belezas naturais, comparando-as ao Éden, Pádua (PÁDUA, JOSÉ in “Natureza e projeto nacional: As origens da ecologia política no Brasil”) observou que a relação dos descobridores estabelecida com a terra foi conflituosa tendo em vista que havia dois olhares.
•O da cultura renascentista, que se fascinava com os relatos da viagem e com a possibilidade de alargar conhecimentos através da descoberta de novas terras;
•O mercantilista, interessado em ampliar o espaço do comércio, criar novos monopólios, explorar riquezas e aumentar a renda dos Estados nacionais em construção.
O tema natureza serviu para essas duas correntes de forma convergente e antagônica. Prova disso foi que o nome da terra inspirou-se na planta chamada Pau Brasil, sobrepondo-se ao nome religioso original "Terra de Santa Cruz".
Pádua (PÁDUA, JOSÉ in “Natureza e projeto nacional: As origens da ecologia política no Brasil”) relata:
"O Pau Brasil não era uma árvore qualquer, mas sim o primeiro elemento da natureza brasileira passível de ser explorado em larga escala para benefício do mercantilismo europeu. .... O Brasil era um imenso "pau-brasil" uma rica natureza a ser usada e explorada sem preocupação alguma além do ganho imediato".
Essa visão nos custou a destruição das florestas nativas.
Ao referir-se aos ciclos econômicos brasileiros Pádua compara-os ao que hoje chamaríamos de desastres ecológicos. "Repetia-se mais uma vez o ciclo normal das atividades produtivas no Brasil. A uma fase de intensa e rápida prosperidade seguia-se outra de estagnação e decadência". (PÁDUA, JOSÉ in “Natureza e projeto nacional: As origens da ecologia política no Brasil”). E assim aconteceu com o Pau Brasil, a Cana de Açúcar, o algodão o ouro e os diamantes.
José Bonifácio em 1823 já denuncia a situação de destruição de nossas terras, alertando sobre a possibilidade de nossa pátria ficar tal qual os páramos e desertos da Líbia.
O diagnóstico ambiental feito por Nabuco(1880) era bastante desalentador: solos inférteis no Rio de Janeiro, decadências das monoculturas no Nordeste, expansão da seca agravada pelo desmatamento. André Rebouças tinha a mesma visão de Nabuco quanto a situação da natureza no Brasil.
Alberto Torres, em 1914, corroborou com o que José Bonifácio havia falado em 1823, quanto à exploração predatória da terra, à ociosidade da grande propriedade e à ausência de um desenvolvimento da Economia Brasileira.
Rachel Carson em 1962 publica o livro Silent Spring, que causa grande impacto, alertando sobre o futuro de um mundo envenenado por pesticidas. Revela também a mudança nos conceitos de como as atividades humanas impactam o meio ambiente.
Ao longo de toda história nos deparamos com fatos que comprovam que a crise ambiental atualmente existente remonta do princípio da habitação do homem na terra. Vários fatores, ao longo do tempo, vem causando danos cumulativos à terra, provocando-lhe os mais diversos prejuízos.
A interdependência dos inúmeros fatos obriga-nos a pensar de forma global os efeitos que uma ação particular pode desencadear no planeta.
Não podemos nos creditar a culpa pelos estragos, mas também não devemos nos isentar disso. Culpar o curso da história ou outras gerações por essa situação e não fazer nada é o mesmo que entrar em campo no segundo tempo em time que está perdendo sem efetuar esforços para mudar a situação. O sabor da vitória nunca será experimentado e nosso time afundará mais um pouco no ranking geral do campeonato. Soerguê-lo se tornará cada vez mais difícil.
Devemos olhar para o passado para que não cometamos os erros anteriores e tiremos lição dos acertos ou propostas que objetivaram evitar a desarmonia dos homens e do meio ambiente.
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domingo, 23 de setembro de 2012
E minha orquídea que não floresce
É muito comum, nas feiras e exposições que participo escutar as pessoas querendo saber o motivo porque suas orquídeas não florescem.
Na revista da AOSP - Associação orquidófila de São Paulo, edição nr. 3, de junho de 2012, Denitiro Watanabe, lista alguns dos motivos para o não florescimento das orquídeas:
1-Doença - Uma planta atacada por fungo ou bactéria, pode não florir, mas pode ser curada com o uso de defensivo adequado.
No caso de virose, a coisa se complica. Em geral recomenda-se o descarte. Todavia, quando se quer manter a planta, alguns cuidados são necessários: isolar a planta para evitar que insetos transmitam o mal. Respingos de água também podem contaminar as demais. A reação de uma planta com virose varia muito, algumas tem aprência saudável, sem nenhuma mancha e deformação na estrutura e que até se multiplicam de maneira robusta mas que jamais darão flores. Outras dão flores, muitas vezes manchadas ou, por vezes, aparentemente normais, mas com dimensões menores que o definido para sua espécie. E vão definhando, cada vez mais ao longo dos anos, até sua morte.
Obs: Ainda não há registro de cura de planta atacada por virose em orquídeas.
2-Variação de Temperatura - Plantas nativas de grandes altitudes (regiões frias) dificilmente se adaptam em regiões que não atinjam baixa temperatura no inverno. É o caso de alguns exemplares de Coelogyne, Cimbidium e Dendrobium. Coelogyne cristata, por exemplo, precisa de uma acentuada queda de temperatura, no inverno, para florir.
Aqui em Natal, quando adquirimos Cymbidium e Dendrobium nobile floridos, normalmente, após floração, eles continuam crescendo, porém as plantas geralmente não voltam a florir devido essa variação de temperatura que não temos.
3-Iluminação - Luz é um dos fatores primordiais para a existência da planta que através dela, atuando como catalisador, realiza a fotossíntese na elaboração de glicose, essencial para a sua sobrevivência e para a de todos os seres vivos.
Quando diminui a incidência da luz solar (excesso de sombra), a planta pode até se desenvolver satisfatoriamente, mas com as folhas verde garrafa e sem floração.
A iluminação direta, também é prejudicial para a maioria das orquídeas. Daí a necessidade de filtrar a luz solar. Em geral, usa-se uma tela de 50 a 70% de sombreamento, telha plástica semitransparente ou ripas na direção norte-sul.
4-Adubo - Cada orquídea deveria receber adubação somente quando está em atividade vegetativa (raízes com pontinhas verdes ou rosadas). Jamais, quando em repouso. Existem orquídeas que não florescem com excesso de adubo.
5-Plantio inadequado - Sempre procure plantar em vaso o menor possível. Isso para permitir a mais rápida drenagem do excesso de água. Raízes de orquídea não aceitam encharcamento por longo período, ficando a planta sujeita a ataque de doenças, apodrecendo e, sem raízes, acaba definhando e morrendo. Na verdade, quando plantamos uma orquídea epífita em em vaso, estamos forçando a sua natureza, pois a sua forma de viver é como epífita, istoé, grudada em troncos de árvore com suas raízes livres, se fixando ao longo dos troncos.
Como vimos, são diversos fatores que influenciam para que as orquídeas floresçam. A observação constante das nossas orquídeas é essencial para que identifiquemos o que pode ser alterado no cultivo para que sua orquídea floresça de forma plena e linda.
Essencial é saber o nome da planta que está adquirindo, bem como: necessidade de luz, temperatura em que é cultivada e habitat de origem para que você procure atender essas condições no seu cultivo.
Na revista da AOSP - Associação orquidófila de São Paulo, edição nr. 3, de junho de 2012, Denitiro Watanabe, lista alguns dos motivos para o não florescimento das orquídeas:
1-Doença - Uma planta atacada por fungo ou bactéria, pode não florir, mas pode ser curada com o uso de defensivo adequado.
No caso de virose, a coisa se complica. Em geral recomenda-se o descarte. Todavia, quando se quer manter a planta, alguns cuidados são necessários: isolar a planta para evitar que insetos transmitam o mal. Respingos de água também podem contaminar as demais. A reação de uma planta com virose varia muito, algumas tem aprência saudável, sem nenhuma mancha e deformação na estrutura e que até se multiplicam de maneira robusta mas que jamais darão flores. Outras dão flores, muitas vezes manchadas ou, por vezes, aparentemente normais, mas com dimensões menores que o definido para sua espécie. E vão definhando, cada vez mais ao longo dos anos, até sua morte.
Obs: Ainda não há registro de cura de planta atacada por virose em orquídeas.
2-Variação de Temperatura - Plantas nativas de grandes altitudes (regiões frias) dificilmente se adaptam em regiões que não atinjam baixa temperatura no inverno. É o caso de alguns exemplares de Coelogyne, Cimbidium e Dendrobium. Coelogyne cristata, por exemplo, precisa de uma acentuada queda de temperatura, no inverno, para florir.
Aqui em Natal, quando adquirimos Cymbidium e Dendrobium nobile floridos, normalmente, após floração, eles continuam crescendo, porém as plantas geralmente não voltam a florir devido essa variação de temperatura que não temos.
3-Iluminação - Luz é um dos fatores primordiais para a existência da planta que através dela, atuando como catalisador, realiza a fotossíntese na elaboração de glicose, essencial para a sua sobrevivência e para a de todos os seres vivos.
Quando diminui a incidência da luz solar (excesso de sombra), a planta pode até se desenvolver satisfatoriamente, mas com as folhas verde garrafa e sem floração.
A iluminação direta, também é prejudicial para a maioria das orquídeas. Daí a necessidade de filtrar a luz solar. Em geral, usa-se uma tela de 50 a 70% de sombreamento, telha plástica semitransparente ou ripas na direção norte-sul.
4-Adubo - Cada orquídea deveria receber adubação somente quando está em atividade vegetativa (raízes com pontinhas verdes ou rosadas). Jamais, quando em repouso. Existem orquídeas que não florescem com excesso de adubo.
5-Plantio inadequado - Sempre procure plantar em vaso o menor possível. Isso para permitir a mais rápida drenagem do excesso de água. Raízes de orquídea não aceitam encharcamento por longo período, ficando a planta sujeita a ataque de doenças, apodrecendo e, sem raízes, acaba definhando e morrendo. Na verdade, quando plantamos uma orquídea epífita em em vaso, estamos forçando a sua natureza, pois a sua forma de viver é como epífita, istoé, grudada em troncos de árvore com suas raízes livres, se fixando ao longo dos troncos.
Como vimos, são diversos fatores que influenciam para que as orquídeas floresçam. A observação constante das nossas orquídeas é essencial para que identifiquemos o que pode ser alterado no cultivo para que sua orquídea floresça de forma plena e linda.
Essencial é saber o nome da planta que está adquirindo, bem como: necessidade de luz, temperatura em que é cultivada e habitat de origem para que você procure atender essas condições no seu cultivo.
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quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Feira de Plantas e Flores
A primavera começa em grande estilo no Norte Shopping, em Natal(RN). A 2a. Feira de Plantas e Flores Ornamentais da Zona Norte começa sexta-feira, dia 21.09, e encerra no domingo, dia 23.09.
Além das flores e plantas que estarão disponíveis para serem admiradas e adquiridas, o visitante também pode apreciar um painel vertical produzindo especialmente para o evento.
Máxima utilização do espaço, beleza e diversidade foram conceitos usados no painel, para valorizar as formas de uso das plantas cultivadas pelos produtores do projeto "Plantas Ornamentais e Medicinais do RN", coordenado pelo SEBRAE.
Vale conferir e participar das inúmeras atividades. Compartilho a programação com vocês:
Além das flores e plantas que estarão disponíveis para serem admiradas e adquiridas, o visitante também pode apreciar um painel vertical produzindo especialmente para o evento.
Máxima utilização do espaço, beleza e diversidade foram conceitos usados no painel, para valorizar as formas de uso das plantas cultivadas pelos produtores do projeto "Plantas Ornamentais e Medicinais do RN", coordenado pelo SEBRAE.
Vale conferir e participar das inúmeras atividades. Compartilho a programação com vocês:
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domingo, 16 de setembro de 2012
Cultivo de orquídeas em árvores
Por Maria Gleide Brandão Mendes
Você recebeu uma orquídea de presente, desfrutou da beleza de suas flores e quando acaba a floração o que fazer com ela?
Acredite, muitas pessoas, por falta de informação, não sabem que a orquídea volta a florescer. Conheço casos, principalmente de pessoas que moram em edifícios, que abandonam as plantas no lixo.
É importante frisar que após floração as orquídeas não devem ser descartadas, pois nos próximos anos, na mesma época que floriu, elas podem florescer novamente, caso recebam os cuidados necessários ao seu desenvolvimento.
Uma boa forma de preservá-las, sem maiores cuidados, é fixá-las em árvore ou arbusto. Caso não possua árvore em casa, elas podem ser fixadas na arborização pública.
Preparando a orqúidea
Retire a orquídea do vaso, com cuidado para não machucar as brotações e raízes vivas. As raízes vivas apresentam uma pontinha verde.
Foto: Mica Mendes
Limpe a planta, retirando raízes mortas,haste floral e folha secas. As raízes mortas normalmente soltam-se quando as puxamos na limpeza.
Escolhendo a árvore
Escolher, de preferência, árvores que possuam tronco rugoso, que não descasquem; com copa não muito grandes de forma que a planta receba uma boa luminosidade, sem sol direto.
Fixando a planta
Fixe a orquídea com as raízes diretamente no tronco. Utilize meia ou tecido finos, fitilho plástico ou barbante. Nunca amarre com arame ou fio de nylon para evitar lesões nas raízes. As gemas e brotos devem ser fixados para fora do tronco para que possam crescer.
Exemplos de orquídeas fixadas em árvores:
Brassavola
Foto: Mica Mendes
Brassavola e Dendrobium anosmum em Jasmim Laranja
Foto: Mica Mendes
Essa prática favorece a preservação dessas plantas e enche de beleza sua cidade.
Você recebeu uma orquídea de presente, desfrutou da beleza de suas flores e quando acaba a floração o que fazer com ela?
Acredite, muitas pessoas, por falta de informação, não sabem que a orquídea volta a florescer. Conheço casos, principalmente de pessoas que moram em edifícios, que abandonam as plantas no lixo.
É importante frisar que após floração as orquídeas não devem ser descartadas, pois nos próximos anos, na mesma época que floriu, elas podem florescer novamente, caso recebam os cuidados necessários ao seu desenvolvimento.
Uma boa forma de preservá-las, sem maiores cuidados, é fixá-las em árvore ou arbusto. Caso não possua árvore em casa, elas podem ser fixadas na arborização pública.
Preparando a orqúidea
Retire a orquídea do vaso, com cuidado para não machucar as brotações e raízes vivas. As raízes vivas apresentam uma pontinha verde.
Foto: Mica Mendes
Limpe a planta, retirando raízes mortas,haste floral e folha secas. As raízes mortas normalmente soltam-se quando as puxamos na limpeza.
Escolhendo a árvore
Escolher, de preferência, árvores que possuam tronco rugoso, que não descasquem; com copa não muito grandes de forma que a planta receba uma boa luminosidade, sem sol direto.
Fixando a planta
Fixe a orquídea com as raízes diretamente no tronco. Utilize meia ou tecido finos, fitilho plástico ou barbante. Nunca amarre com arame ou fio de nylon para evitar lesões nas raízes. As gemas e brotos devem ser fixados para fora do tronco para que possam crescer.
Exemplos de orquídeas fixadas em árvores:
Brassavola
Foto: Mica Mendes
Brassavola e Dendrobium anosmum em Jasmim Laranja
Foto: Mica Mendes
Essa prática favorece a preservação dessas plantas e enche de beleza sua cidade.
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Flores e Cores
Tive a sorte de nascer na primavera, estação que as flores surgem de forma esplêndida e em maior intensidade. É como se o jardim inteiro se preparasse para me homenagear. É sempre uma festa de formas, cores e perfumes. Divido com vocês uma mostra dessa natureza:
sábado, 15 de setembro de 2012
Princípios da Educação Ambiental
Por Maria Gleide Brandão Mendes.
Segundo Naná Minnini Medina a expressão “Educação Ambiental” (Enviromental Education) foi utilizada pela primeira vez na “Conferência de Educação” da Universidade de Keele, Grã-Bretanha, em 1965. Porém, foi na “Conferência de Estocolmo” , importante discussão internacional realizada em 1972 sobre desenvolvimento e ambiente, que o tema foi incluído nas discussões mundiais.
A necessidade de elaborar-se uma política Mundial de Educação voltada para os cuidados com o Meio Ambiente constou da “recomendação 96” dessa Conferência. Em cumprimento a essa recomendação realizou-se em 1977, a 1a Conferência Intergovernamental sobre Educação Ambiental em Tbilisi, Geórgia. O Encontro foi organizado pela UNESCO dentro do PNUMA e definiu objetivos, princípios orientadores e estratégias para a Educação Ambiental.
Partindo dessas definições foi elaborado, pelas ONGS, um documento no Fórum Mundial, na CNUMAD Rio Eco-92 - “Princípios da Educação para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global” - que norteia as práticas de Educação Ambiental em diversos países, Anexo 1.
Os 16 princípios contido no documento englobam temas de caráter amplo, desde o direito elementar à educação, consagrado para todos; O respeito às culturas locais; Estímulo à igualdade e cooperação; Trata de questões globais relacionados ao meio ambiente e desenvolvimento como: degradação da flora e fauna, fome, saúde, democracia e população; Adota como base o pensamento crítico, que proporciona o crescimento dos indivíduos e sociedade; Dentro de uma perspectiva holística.
Explicação mais detalhada será dada aos quatro princípios básicos da Educação Ambiental: Não-Neutralidade; Interdisciplinaridade; Valorização Estético-Cultural e Cidadania.
Princípio da Não-Neutralidade – Mostra a Educação Ambiental como uma ação política, que incentiva a participação de todos nas decisões sobre os assuntos da comunidade onde se insere. Incentiva à população a tomar partido nas questões comuns.
Princípio da Interdisciplinaridade – Incentiva a participação de atores ligados às diversas áreas do conhecimento de forma a proporcionar múltiplas visões sobre os assuntos a serem estudados, tomando as decisões devidas tendo como base opiniões e conceitos diversificados. Esse princípio transforma a educação ambiental em instrumento que possibilita análise ampliada, integrada, crítica e detalhada dos problemas.
Princípio da Valorização Estético – Cultural – Valoriza as diferentes culturas e raças e os seus conhecimentos sobre o meio onde vivem, aproveitando esses conhecimentos, muitas vezes, repassados através de gerações, em proveito da Sociedade. Aqui as diferentes formas culturais entrelaçam-se em uma imensa “colcha de retalhos”, onde cada “pedaço”, dentro da sua especificidade, participa e compõe o todo de forma harmoniosa e conjunta.
Princípio da Cidadania – Esse princípio parte do pressuposto que é necessário a participação efetiva de cada indivíduo nos processos comunitários. Quando se permite que alguém decida por nós, concorda-se com essa decisão e arca-se com a responsabilidade desse fato. A cidadania exerce-se no dia a dia, participando dos processos, opinando sobre as causas e soluções dos problemas, fazendo a parte que nos cabe na construção de um mundo melhor, mais justo e humanitário. Ao adotar princípios tão amplos a Educação Ambiental coloca-se diante dos imensos desafios do ser humano de forma abrangente, procurando enfrenta-los de maneira integrada, não se esquecendo do seu papel de “Ser” integrante desse ambiente. Assim, o que se procura estudar e ensinar é a forma como a “natureza humana” deve atuar e inserir-se nessa grandiosa “natureza natural”.
Anexo 1 Princípios da Educação para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global
1. A educação é um direito de todos, somos todos aprendizes e educadores.
2. A educação ambiental deve ter como base o pensamento crítico e inovador, em qualquer tempo ou lugar, em seus modos formal, não formal e informal, promovendo a transformação e a construção da sociedade.
3. A educação ambiental é individual e coletiva. Tem o propósito de formar cidadãos com consciência local e planetária, que respeitem a autodeterminação dos povos e soberania das nações.
4. A educação ambiental não é neutra, mas ideológica. É um ato político, baseado em valores para a transformação social.
5. A educação ambiental deve envolver uma perspectiva holística, enfocando a relação entre o ser humano, a natureza e o universo de forma interdisciplinar.
6. A educação ambiental deve estimular a solidariedade, a igualdade e o respeito aos direitos humanos, valendo-se de estratégias democráticas e interação entre as culturas.
7. A educação ambiental deve tratar as questões globais críticas, suas causas e inter-relações em uma perspectiva sistêmica, em seus contextos social e histórico. Aspectos primordiais relacionados ao meio ambiente e ao desenvolvimento tais como população, saúde, democracia, fome, degradação da flora e fauna devem ser abordados dessa maneira.
8. A educação ambiental deve facilitar a cooperação mútua e eqüitativa nos processos de decisão, em todos os níveis e etapas.
9. A educação ambiental deve recuperar, reconhecer, respeitar, refletir e utilizar a história indígena e culturas locais, assim como promover a diversidade cultural, lingüística e ecológica. Isso implica uma revisão da história dos povos nativos para modificar os enfoques etnocêntricos, além de estimular a educação bilíngüe.
10. A educação ambiental deve estimular e potencializar o poder das diversas populações, promover oportunidades para as mudanças democráticas de base que estimulem os setores populares da sociedade. Isto implica que as comunidades devem retomar a condução de seus próprios destinos.
11. A educação ambiental valoriza as diferentes formas de conhecimento. Este é diversificado, acumulado e produzido socialmente, não devendo ser patenteado ou monopolizado.
12. A educação ambiental deve ser planejada para capacitar as pessoas a trabalharem conflitos de maneira justa e humana.
13. A educação ambiental deve promover a cooperação e o diálogo entre indivíduos e instituições, com a finalidade de criar novos modos de vida, baseados em atender às necessidades básicas de todos, sem distinções étnicas, físicas, de gênero, idade, religião, classe ou mentais.
14. A educação ambiental requer a democratização dos meios de comunicação de massa e seu comprometimento com os interesses de todos os setores da sociedade. A comunicação é um direito inalienável e os meios de comunicação de massa devem ser transformados em um canal privilegiados de educação, não somente disseminando informações em bases igualitárias, mas também promovendo intercâmbio de experiências, métodos e valores.
15. A educação ambiental deve integrar conhecimentos, aptidões, valores, atitudes e ações. Deve converter cada oportunidade em experiências educativas de sociedades sustentáveis.
16. A educação ambiental deve ajudar a desenvolver uma consciência ética sobre todas as formas de vida com as quais compartilhamos este planeta, respeitar seus ciclos vitais e impor limites à exploração dessas formas de vida pelos seres humanos.
Fonte: : http://www.ibire.org.br/principios_educacao.htm em 07/06/2005. Lista de Abreviaturas CNUMAD (Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (Cúpula da Terra) ONGS (Organizações não governamentais) PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura)
Segundo Naná Minnini Medina a expressão “Educação Ambiental” (Enviromental Education) foi utilizada pela primeira vez na “Conferência de Educação” da Universidade de Keele, Grã-Bretanha, em 1965. Porém, foi na “Conferência de Estocolmo” , importante discussão internacional realizada em 1972 sobre desenvolvimento e ambiente, que o tema foi incluído nas discussões mundiais.
A necessidade de elaborar-se uma política Mundial de Educação voltada para os cuidados com o Meio Ambiente constou da “recomendação 96” dessa Conferência. Em cumprimento a essa recomendação realizou-se em 1977, a 1a Conferência Intergovernamental sobre Educação Ambiental em Tbilisi, Geórgia. O Encontro foi organizado pela UNESCO dentro do PNUMA e definiu objetivos, princípios orientadores e estratégias para a Educação Ambiental.
Partindo dessas definições foi elaborado, pelas ONGS, um documento no Fórum Mundial, na CNUMAD Rio Eco-92 - “Princípios da Educação para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global” - que norteia as práticas de Educação Ambiental em diversos países, Anexo 1.
Os 16 princípios contido no documento englobam temas de caráter amplo, desde o direito elementar à educação, consagrado para todos; O respeito às culturas locais; Estímulo à igualdade e cooperação; Trata de questões globais relacionados ao meio ambiente e desenvolvimento como: degradação da flora e fauna, fome, saúde, democracia e população; Adota como base o pensamento crítico, que proporciona o crescimento dos indivíduos e sociedade; Dentro de uma perspectiva holística.
Explicação mais detalhada será dada aos quatro princípios básicos da Educação Ambiental: Não-Neutralidade; Interdisciplinaridade; Valorização Estético-Cultural e Cidadania.
Princípio da Não-Neutralidade – Mostra a Educação Ambiental como uma ação política, que incentiva a participação de todos nas decisões sobre os assuntos da comunidade onde se insere. Incentiva à população a tomar partido nas questões comuns.
Princípio da Interdisciplinaridade – Incentiva a participação de atores ligados às diversas áreas do conhecimento de forma a proporcionar múltiplas visões sobre os assuntos a serem estudados, tomando as decisões devidas tendo como base opiniões e conceitos diversificados. Esse princípio transforma a educação ambiental em instrumento que possibilita análise ampliada, integrada, crítica e detalhada dos problemas.
Princípio da Valorização Estético – Cultural – Valoriza as diferentes culturas e raças e os seus conhecimentos sobre o meio onde vivem, aproveitando esses conhecimentos, muitas vezes, repassados através de gerações, em proveito da Sociedade. Aqui as diferentes formas culturais entrelaçam-se em uma imensa “colcha de retalhos”, onde cada “pedaço”, dentro da sua especificidade, participa e compõe o todo de forma harmoniosa e conjunta.
Princípio da Cidadania – Esse princípio parte do pressuposto que é necessário a participação efetiva de cada indivíduo nos processos comunitários. Quando se permite que alguém decida por nós, concorda-se com essa decisão e arca-se com a responsabilidade desse fato. A cidadania exerce-se no dia a dia, participando dos processos, opinando sobre as causas e soluções dos problemas, fazendo a parte que nos cabe na construção de um mundo melhor, mais justo e humanitário. Ao adotar princípios tão amplos a Educação Ambiental coloca-se diante dos imensos desafios do ser humano de forma abrangente, procurando enfrenta-los de maneira integrada, não se esquecendo do seu papel de “Ser” integrante desse ambiente. Assim, o que se procura estudar e ensinar é a forma como a “natureza humana” deve atuar e inserir-se nessa grandiosa “natureza natural”.
Anexo 1 Princípios da Educação para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global
1. A educação é um direito de todos, somos todos aprendizes e educadores.
2. A educação ambiental deve ter como base o pensamento crítico e inovador, em qualquer tempo ou lugar, em seus modos formal, não formal e informal, promovendo a transformação e a construção da sociedade.
3. A educação ambiental é individual e coletiva. Tem o propósito de formar cidadãos com consciência local e planetária, que respeitem a autodeterminação dos povos e soberania das nações.
4. A educação ambiental não é neutra, mas ideológica. É um ato político, baseado em valores para a transformação social.
5. A educação ambiental deve envolver uma perspectiva holística, enfocando a relação entre o ser humano, a natureza e o universo de forma interdisciplinar.
6. A educação ambiental deve estimular a solidariedade, a igualdade e o respeito aos direitos humanos, valendo-se de estratégias democráticas e interação entre as culturas.
7. A educação ambiental deve tratar as questões globais críticas, suas causas e inter-relações em uma perspectiva sistêmica, em seus contextos social e histórico. Aspectos primordiais relacionados ao meio ambiente e ao desenvolvimento tais como população, saúde, democracia, fome, degradação da flora e fauna devem ser abordados dessa maneira.
8. A educação ambiental deve facilitar a cooperação mútua e eqüitativa nos processos de decisão, em todos os níveis e etapas.
9. A educação ambiental deve recuperar, reconhecer, respeitar, refletir e utilizar a história indígena e culturas locais, assim como promover a diversidade cultural, lingüística e ecológica. Isso implica uma revisão da história dos povos nativos para modificar os enfoques etnocêntricos, além de estimular a educação bilíngüe.
10. A educação ambiental deve estimular e potencializar o poder das diversas populações, promover oportunidades para as mudanças democráticas de base que estimulem os setores populares da sociedade. Isto implica que as comunidades devem retomar a condução de seus próprios destinos.
11. A educação ambiental valoriza as diferentes formas de conhecimento. Este é diversificado, acumulado e produzido socialmente, não devendo ser patenteado ou monopolizado.
12. A educação ambiental deve ser planejada para capacitar as pessoas a trabalharem conflitos de maneira justa e humana.
13. A educação ambiental deve promover a cooperação e o diálogo entre indivíduos e instituições, com a finalidade de criar novos modos de vida, baseados em atender às necessidades básicas de todos, sem distinções étnicas, físicas, de gênero, idade, religião, classe ou mentais.
14. A educação ambiental requer a democratização dos meios de comunicação de massa e seu comprometimento com os interesses de todos os setores da sociedade. A comunicação é um direito inalienável e os meios de comunicação de massa devem ser transformados em um canal privilegiados de educação, não somente disseminando informações em bases igualitárias, mas também promovendo intercâmbio de experiências, métodos e valores.
15. A educação ambiental deve integrar conhecimentos, aptidões, valores, atitudes e ações. Deve converter cada oportunidade em experiências educativas de sociedades sustentáveis.
16. A educação ambiental deve ajudar a desenvolver uma consciência ética sobre todas as formas de vida com as quais compartilhamos este planeta, respeitar seus ciclos vitais e impor limites à exploração dessas formas de vida pelos seres humanos.
Fonte: : http://www.ibire.org.br/principios_educacao.htm em 07/06/2005. Lista de Abreviaturas CNUMAD (Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (Cúpula da Terra) ONGS (Organizações não governamentais) PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura)
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
A noção de tempo
Por Maria Gleide Brandão Mendes
“Tempo” é uma palavra que possui muitos significados: cronologia, instante, época, condições meteorológicas, flexão indicativa do momento verbal e outros. A noção de tempo que aqui se refere tem o significado cronológico. Nesse sentido Aurélio a define como a sucessão de anos, dias, horas, etc., que envolve a noção de presente, passado e futuro.
“Tempo geológico” agrega a essa definição outras visões que são consideradas. É como se nesse sentido fosse preciso mais “tempo” para o “tempo” ser “tempo”. Tanto “tempo” exatamente para enfatizar essa percepção estirada da palavra que o “Tempo geológico” atribui ao “tempo”.
Tendo como referência o surgimento do homem na terra que aconteceu há cerca de 1.000.000 de anos e comparando-o com a idade do planeta terra, que é 4.500.000.000 de anos a noção “tempo” no “tempo geológico” é infinitamente mais representantiva e longínqua que a utilizada no nosso dia a dia.
James Hutton considerava o tempo geológico imensamente longo. No “Tempo cotidiano” essa visão é exatamente oposta, é como se a cada dia o “tempo” encolhesse e fosse necessário agir de forma racional ou técnica para que os acontecimentos ocorressem o mais rápido possível.
Nas duas concepções há uma diferença de conceito muito grande, enquanto na primeira 1.000.000 de anos é uma pequenina parte, na segunda ela é o todo, instante onde tudo ocorreu. Utilizando as palavras de David Brower pode-se ver claramente essa distância e o quanto o homem e o seu tempo é insignificante dentro desse todo:
"Tomemos os seis dias do Gênesis como imagem para representar o que, de fato, se passou em quatro bilhões e meio de anos. O nosso planeta nasceu numa segunda-feira à zero hora. A terra formou-se na segunda, terça e quarta-feira até o meio dia. A vida começou quarta-feira ao meio dia e desenvolveu-se em toda sua beleza orgânica durante os quatro dias seguintes. Somente às quatro da tarde de domingo é que os grandes répteis apareceram. Cinco horas mais tarde, às nove da noite, quando as sequóias brotam na Terra, os grandes répteis desaparecem. O homem surge só à meia-noite, Cristo nasce. A um quadragésimo de segundo antes da meia-noite inicia-se a revolução industrial. É agora meia-noite de domingo, e estamos rodeados por pessoas que acreditam que aquilo que fazem há um quadragésimo de segundo pode continuar indefinidamente"
Para a maioria das pessoas as paisagens naturais nunca se alteram, são estáticas. Exceto quando ocorrem terremotos, catástrofes e calamidades como erupções vulcânicas ou ondas gigantes. A paisagem geológica não muda de forma perceptível durante o tempo de várias gerações humanas. Mas a terra, dentro do seu “tempo”, é altamente dinâmica, tendo sido testemunha de inúmeras transformações: Mares se formaram, oceanos e cadeias montanhosas desapareceram, inúmeras espécies de seres vivos ascenderam e regrediram. O formato dos continentes se alterou.
A teoria de Alfred Wegener sobre a deriva continental fala de um supercontinente chamado Pangéia (nome grego que significa toda terra) que começou a se fragmentar há cerca de 300 milhões de anos, tendo a África se separado da América do Sul e entre elas surgiu o Oceano Atlântico.
A teoria universal das placas tectônicas , quarenta anos depois, explica melhor essa movimentação dos continentes.
Assim como para os Seres Humanos existe um “tempo” para tudo, obedecendo aos ciclos naturais da vida, também na Terra esses ciclos existem. A diferença é que a dinâmica Humana é mais acelerada que a da Terra.
O capitalismo, atual modelo econômico vigente, estando centrado no capital e na acumulação de riquezas exige que as pessoas produzam e consumam cada vez mais, sem se preocupar com a preservação da natureza e sem contar que é incompatível o tempo que a terra precisa para se recuperar das agressões praticadas pelas sociedades com o que lhe é exigido.
A interferência do homem no planeta, pode estar abreviando os processos de evolução da natureza o que vai alterar o conceito de “tempo geológico”. Os fenômenos de desertificação e seca que estão ocorrendo no nordeste, as chuvas torrenciais que acontecem no sul e sudeste são fatos que levam a crer nessa hipótese.
Assim, dado a essas realidades imagina-se que, os recursos naturais podem estar à beira de um colapso o que compromete toda a existência na terra.
O homem não possui tradição histórica suficiente para afirmar com toda certeza que a atual exploração da natureza a levará à destruição, porém essa sendo mais lenta nas suas transformações e respostas tem mostrado que está atenta aos fatos.
De nossa parte toda atenção e cuidado deve se dispensar para os sinais de alerta dados pela natureza. Como filhos que somos, é preciso estar atento para o que a nossa mãe nos indica, sua sapiência e longevidade não podem ser ignoradas.
Bibliografia:
CARNEIRO, Rosane. Meio Ambiente e história – O cotidiano do Passado. Revista Senac e educação ambiental. São Paulo, nº 1, ano 13, jan/abril 2004.
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Minidicionário da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1989.
NATUREZA e sociedade na linha do tempo. São Paulo: Sociedade, natureza e desenvolvimento, 2005. 24 p. ROSE, Susanna Van. Aventura na Ciência: Terra. São Paulo: Editora Globo, 1994. -
“Tempo” é uma palavra que possui muitos significados: cronologia, instante, época, condições meteorológicas, flexão indicativa do momento verbal e outros. A noção de tempo que aqui se refere tem o significado cronológico. Nesse sentido Aurélio a define como a sucessão de anos, dias, horas, etc., que envolve a noção de presente, passado e futuro.
“Tempo geológico” agrega a essa definição outras visões que são consideradas. É como se nesse sentido fosse preciso mais “tempo” para o “tempo” ser “tempo”. Tanto “tempo” exatamente para enfatizar essa percepção estirada da palavra que o “Tempo geológico” atribui ao “tempo”.
Tendo como referência o surgimento do homem na terra que aconteceu há cerca de 1.000.000 de anos e comparando-o com a idade do planeta terra, que é 4.500.000.000 de anos a noção “tempo” no “tempo geológico” é infinitamente mais representantiva e longínqua que a utilizada no nosso dia a dia.
James Hutton considerava o tempo geológico imensamente longo. No “Tempo cotidiano” essa visão é exatamente oposta, é como se a cada dia o “tempo” encolhesse e fosse necessário agir de forma racional ou técnica para que os acontecimentos ocorressem o mais rápido possível.
Nas duas concepções há uma diferença de conceito muito grande, enquanto na primeira 1.000.000 de anos é uma pequenina parte, na segunda ela é o todo, instante onde tudo ocorreu. Utilizando as palavras de David Brower pode-se ver claramente essa distância e o quanto o homem e o seu tempo é insignificante dentro desse todo:
"Tomemos os seis dias do Gênesis como imagem para representar o que, de fato, se passou em quatro bilhões e meio de anos. O nosso planeta nasceu numa segunda-feira à zero hora. A terra formou-se na segunda, terça e quarta-feira até o meio dia. A vida começou quarta-feira ao meio dia e desenvolveu-se em toda sua beleza orgânica durante os quatro dias seguintes. Somente às quatro da tarde de domingo é que os grandes répteis apareceram. Cinco horas mais tarde, às nove da noite, quando as sequóias brotam na Terra, os grandes répteis desaparecem. O homem surge só à meia-noite, Cristo nasce. A um quadragésimo de segundo antes da meia-noite inicia-se a revolução industrial. É agora meia-noite de domingo, e estamos rodeados por pessoas que acreditam que aquilo que fazem há um quadragésimo de segundo pode continuar indefinidamente"
Para a maioria das pessoas as paisagens naturais nunca se alteram, são estáticas. Exceto quando ocorrem terremotos, catástrofes e calamidades como erupções vulcânicas ou ondas gigantes. A paisagem geológica não muda de forma perceptível durante o tempo de várias gerações humanas. Mas a terra, dentro do seu “tempo”, é altamente dinâmica, tendo sido testemunha de inúmeras transformações: Mares se formaram, oceanos e cadeias montanhosas desapareceram, inúmeras espécies de seres vivos ascenderam e regrediram. O formato dos continentes se alterou.
A teoria de Alfred Wegener sobre a deriva continental fala de um supercontinente chamado Pangéia (nome grego que significa toda terra) que começou a se fragmentar há cerca de 300 milhões de anos, tendo a África se separado da América do Sul e entre elas surgiu o Oceano Atlântico.
A teoria universal das placas tectônicas , quarenta anos depois, explica melhor essa movimentação dos continentes.
Assim como para os Seres Humanos existe um “tempo” para tudo, obedecendo aos ciclos naturais da vida, também na Terra esses ciclos existem. A diferença é que a dinâmica Humana é mais acelerada que a da Terra.
O capitalismo, atual modelo econômico vigente, estando centrado no capital e na acumulação de riquezas exige que as pessoas produzam e consumam cada vez mais, sem se preocupar com a preservação da natureza e sem contar que é incompatível o tempo que a terra precisa para se recuperar das agressões praticadas pelas sociedades com o que lhe é exigido.
A interferência do homem no planeta, pode estar abreviando os processos de evolução da natureza o que vai alterar o conceito de “tempo geológico”. Os fenômenos de desertificação e seca que estão ocorrendo no nordeste, as chuvas torrenciais que acontecem no sul e sudeste são fatos que levam a crer nessa hipótese.
Assim, dado a essas realidades imagina-se que, os recursos naturais podem estar à beira de um colapso o que compromete toda a existência na terra.
O homem não possui tradição histórica suficiente para afirmar com toda certeza que a atual exploração da natureza a levará à destruição, porém essa sendo mais lenta nas suas transformações e respostas tem mostrado que está atenta aos fatos.
De nossa parte toda atenção e cuidado deve se dispensar para os sinais de alerta dados pela natureza. Como filhos que somos, é preciso estar atento para o que a nossa mãe nos indica, sua sapiência e longevidade não podem ser ignoradas.
Bibliografia:
CARNEIRO, Rosane. Meio Ambiente e história – O cotidiano do Passado. Revista Senac e educação ambiental. São Paulo, nº 1, ano 13, jan/abril 2004.
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Minidicionário da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1989.
NATUREZA e sociedade na linha do tempo. São Paulo: Sociedade, natureza e desenvolvimento, 2005. 24 p. ROSE, Susanna Van. Aventura na Ciência: Terra. São Paulo: Editora Globo, 1994. -
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quarta-feira, 12 de setembro de 2012
A Mágica da Vida
O que você vê numa casca de banana, numa folha velha de alface, numa casca de batata ou num talo de couve-flor? Restos? Lixo? Sobras? Eu aprendi a ver moranguinhos, rúcula, salsinha, cebolinha, manjericão, mamão e até flores. Como? Mágica? Quem é o mágico? Bem, esta é uma pequena estória que fui aprendendo na prática, no dia-a-dia ajudando minha esposa Beth. Primeiro fizemos um buraco grande no fundo do quintal. E todo dia levávamos estes “restos” e íamos simplesmente jogando neste buraco e cobrindo com um pouco de terra. Ao final de um ou dois meses ele estava cheio e partíamos para um outro buraco. Algumas semanas depois já começavam as surpresas, pequenas coisinhas verdes apareciam. O que será desta vez? Um pé de batata aqui, um pé de melancia ali e por aí seguia. Depois de alguns meses estes legumes e frutas estavam disponíveis para ir à mesa. Sempre comemoramos isto. Esta é uma batata de nossa horta, sem nenhum veneno! Depois de uns três ou quatro meses plantamos naquele mesmo lugar morangos, salsinha, cebolinha, rúcula e um pé de couve. Em poucas semanas tínhamos aquele temperinho que era colhido a cada dia antes de preparar as refeições e a rúcula fresquinha para a salada. Um pouco mais a frente a couve do quintal começou a fazer parte do cardápio. Você já acompanhou pés de morango crescendo? Primeiro vem a surpresa das folhas, depois as flores que são lindas e delicadas, depois os pequenos rebentos que pouco a pouco se transformam em frutos verdes que vão aos poucos amadurecendo. Você vai visitar a horta e procura debaixo das folhas para ver se eles já estão vermelhinhos. No dia da colheita é uma festa ver todos aqueles morangos e dividir o mesmo número para cada um da família. Até o pai e a mãe comeram o seu moranguinho do nosso quintal. É a mágica da vida se renovando e disponível todos os dias para todos nós! Aprendi isso da amorosidade com que a Beth se relaciona com a natureza. Aos poucos aprendi que esta mesma mágica pode produzir mamão, aspargos, manjericão, alfavaca, poejo, hortelã, pimenta, berinjela, tomate, e tudo isso num pequeno pedacinho de quintal. E continuo aprendendo. Mas a mágica não parou por aí. Depois de um tempo resolvemos experimentar outros truques da natureza e começamos a colocar os “restos” ou “riquezas” - depende do nosso olhar prático ou amoroso - numa caixa plástica com um pouco de terra e algumas minhocas que conseguimos de um agricultor que já fazia compostagem. Novas aventuras nos aguardavam. Aos poucos elas iam comendo todo aquele alimento. Isso mesmo, alimento! Pois o que aparentemente é resíduo para uma espécie é alimento para outra. E depois da digestão elas começaram a produzir húmus. É aquele mesmo que compramos para colocar nos vasos de flores. Você já viu um ovo de minhoca? Pois elas colocam muitos, que eclodem e novas minhoquinhas aparecem para se alimentar e produzir húmus. Em alguns dias quando mexíamos no composto embaixo de algum pedaço de alimento encontrávamos muitos ovos e muitas novas pequenas minhocas que nasciam. E assim em poucos meses estávamos colhendo este húmus produzido pelas minhocas e colocando na horta e nos vasos de flores. Nova mágica. Os “restos” que são riquezas em um ciclo natural da vida se transformaram em lindas flores. Hoje ofereço a receita dessa mágica da vida com o desejo de que ela possa produzir muitos moranguinhos, muitas rúculas, muitos temperinhos, muitos chás e muitas flores para enfeitar ainda mais a sua passagem pela vida. Só mais um segredinho: a mágica só acontece quando o mágico aparece!
Eduardo Manoel Araujo – Presidente do Instituto Arayara de Educação para a Sustentabilidade
Fonte: http://www.revistasustentabilidade.com.br/centro-de-referencia/a-magica-da-vida-2
Eduardo Manoel Araujo – Presidente do Instituto Arayara de Educação para a Sustentabilidade
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