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domingo, 23 de setembro de 2012

E minha orquídea que não floresce

É muito comum, nas feiras e exposições que participo escutar as pessoas querendo saber o motivo porque suas orquídeas não florescem.

Na revista da AOSP - Associação orquidófila de São Paulo, edição nr. 3, de junho de 2012, Denitiro Watanabe, lista alguns dos motivos para o não florescimento das orquídeas:

1-Doença - Uma planta atacada por fungo ou bactéria, pode não florir, mas pode ser curada com o uso de defensivo adequado.

No caso de virose, a coisa se complica. Em geral recomenda-se o descarte. Todavia, quando se quer manter a planta, alguns cuidados são necessários: isolar a planta para evitar que insetos transmitam o mal. Respingos de água também podem contaminar as demais. A reação de uma planta com virose varia muito, algumas tem aprência saudável, sem nenhuma mancha e deformação na estrutura e que até se multiplicam de maneira robusta mas que jamais darão flores. Outras dão flores, muitas vezes manchadas ou, por vezes, aparentemente normais, mas com dimensões menores que o definido para sua espécie. E vão definhando, cada vez mais ao longo dos anos, até sua morte.
Obs: Ainda não há registro de cura de planta atacada por virose em orquídeas.

2-Variação de Temperatura - Plantas nativas de grandes altitudes (regiões frias) dificilmente se adaptam em regiões que não atinjam baixa temperatura no inverno. É o caso de alguns exemplares de Coelogyne, Cimbidium e Dendrobium. Coelogyne cristata, por exemplo, precisa de uma acentuada queda de temperatura, no inverno, para florir.

Aqui em Natal, quando adquirimos Cymbidium e Dendrobium nobile floridos, normalmente, após floração, eles continuam crescendo, porém as plantas geralmente não voltam a florir devido essa variação de temperatura que não temos.

3-Iluminação - Luz é um dos fatores primordiais para a existência da planta que através dela, atuando como catalisador, realiza a fotossíntese na elaboração de glicose, essencial para a sua sobrevivência e para a de todos os seres vivos.
Quando diminui a incidência da luz solar (excesso de sombra), a planta pode até se desenvolver satisfatoriamente, mas com as folhas verde garrafa e sem floração.
A iluminação direta, também é prejudicial para a maioria das orquídeas. Daí a necessidade de filtrar a luz solar. Em geral, usa-se uma tela de 50 a 70% de sombreamento, telha plástica semitransparente ou ripas na direção norte-sul.

4-Adubo - Cada orquídea deveria receber adubação somente quando está em atividade vegetativa (raízes com pontinhas verdes ou rosadas). Jamais, quando em repouso. Existem orquídeas que não florescem com excesso de adubo.

5-Plantio inadequado - Sempre procure plantar em vaso o menor possível. Isso para permitir a mais rápida drenagem do excesso de água. Raízes de orquídea não aceitam encharcamento por longo período, ficando a planta sujeita a ataque de doenças, apodrecendo e, sem raízes, acaba definhando e morrendo. Na verdade, quando plantamos uma orquídea epífita em em vaso, estamos forçando a sua natureza, pois a sua forma de viver é como epífita, istoé, grudada em troncos de árvore com suas raízes livres, se fixando ao longo dos troncos.

Como vimos, são diversos fatores que influenciam para que as orquídeas floresçam. A observação constante das nossas orquídeas é essencial para que identifiquemos o que pode ser alterado no cultivo para que sua orquídea floresça de forma plena e linda.

Essencial é saber o nome da planta que está adquirindo, bem como: necessidade de luz, temperatura em que é cultivada e habitat de origem para que você procure atender essas condições no seu cultivo.



Um comentário:

  1. Texto interessante. É importante dar atenção as orquídeas todo o ano para que no período de floração sejamos agraciados com a beleza das flores.

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