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terça-feira, 26 de novembro de 2013

Você sabia que um jardim pode ajudar na cura?

Vejam a reportagem de Regina Mota sobre JARDINS TERAPÊUTICOS:

Jardins Terapêuticos: Um agradável recurso de cura 


Já noticiamos Plantas e flores na recuperação de cirurgias. Pesquisadores comprovaram que os jardins podem ser terapêuticos, no contato com a natureza pacientes têm uma expressiva redução da pressão sanguínea.
Childrens Hospital of Ireland

Neste sentido, vários hospitais nos EUA vêm dedicando um grande cuidado em seus jardins como parte do tratamento dos doentes. São os jardins terapêuticos.
Um passeio em um lugar assim ajuda a reduzir a pressão sanguínea, a normalizar os batimentos cardíacos, a relaxar os músculos e a ativar o cérebro. Efeitos, que segundo os pesquisadores, já podem ser percebidos em menos de cinco minutos.
Por causa disso, espaços cheios de plantas e flores estão invadindo os centros de saúde americanos. No hospital infantil do Legacy Emanuel Medical Center, as plantas são de espécies resistentes a pragas, o que evita o uso de pesticidas para a manutenção do jardim.

Legacy Emanuel Medical Center - Oregon

Uma pesquisa publicada em 1984 mostrou que estar em um quarto de hospital com uma janela, que tenha uma vista como esta, para as árvores, faz uma grande diferença. O levantamento feito nos Estados Unidos com 46 pacientes, mostrou que ter um contato com a natureza, ainda que de longe. Diminui a quantidade de medicamentos tomados durante o tratamento. Além de reduzir o tempo de recuperação.

Legacy Emanuel Medical Center - Oregon

Esse levantamento feito há mais de 30 anos é usado até hoje como referência para pesquisas nessa área. Estar perto do verde, diminui a ansiedade e a depressão. Sentimentos que muitas vezes acompanham pacientes que lidam com doenças e tratamentos agressivos como a Quimioterapia. Os detalhes do jardim também ajudam crianças que sofreram lesões no cérebro a exercitar a memória.
Eles são construídos ao ar livre ou em átrios e solários dos hospitais e em locais públicos, para serem frequentados pela população em geral. Não se trata, porém, de um jardim comum. Há características especiais que devem ser respeitadas para que ele de fato seja terapêutico. O primeiro cuidado é com a segurança. Os pisos são antiderrapantes e as ruas, largas, com espaço para caminhar. Também são previstos pontos para descanso ou meditação.
Se eles estiverem perto de uma fonte ou outro lugar de água corrente, melhor ainda. Outro diferencial é a escolha dos elementos que o compõem: há uma mistura de plantas medicinais, aromáticas e ornamentais. As medicinais são usadas simbolicamente e as demais porque também liberam aromas agradáveis, além de atraírem pássaros e borboletas. A ideia é desenhar um ambiente capaz de despertar os sentidos.


Por isso, as
Lavandas, maravilhas polivalentes
,as medicinais equinácea e erva-cidreira, e os cactos ornamentais estão entre as plantas mais usadas.


Combinados com o canto dos pássaros e o barulho da água corrente, despertam a visão, a audição e o olfato, provocando o que os especialistas chamam de distração positiva.

Uma pesquisa feita em 24 hospitais públicos e privados da Califórnia (EUA) revelou que os pacientes com melhor qualidade de vida eram os internados em instituições que dispunham de jardins desse tipo. "A combinação equilibrada de terapias farmacológicas, comportamentais e ambientais é eficaz para melhorar a saúde dos doentes", concluíram os pesquisadores

Fonte: http://indigobleuwings.blogspot.com.br/2010/01/jterapeuticos.html

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Orquidófilos do RN destacam-se no 7º FestOrquídeas em Fortaleza - CE

Carlos Neves, do Círculo Potiguar de Orquidofilia (CPO) recebe três das seis “Labiatas de Ouro” distribuídas no 7º FestOrquídeas de Fortaleza, promovido pela Associação Cearense de Orquidófilos (ACEO).

Gerson Paiva, também filiado ao CPO, ficou com os três primeiros lugares na categoria Espécie Botânica. 

A Comissão Julgadora do 7º FestOrquídeas  foi formada por quatro juízes: José Alexandre Maluf, de São Paulo; Lou Cristian Menezes, de Brasília; Marcus Vinícios Locatelli, de Minas Gerais; e Luis Wilson Lima Verde, Diretor Técnico Científico da ACEO.

Conheça as orquídeas vencedoras do 7º FestOrquídeas, que aconteceu nos dias 22, 23 e 24 de novembro, na Casa de José de Alencar. 
, .
Premiação 10 – 1º lugar – Cattleya labiata var. alba – Carlos Neves – CPO
1º lugar – Cattleya labiata var. alba
 Carlos Neves – CPO
Premiação 11 – 2º lugar – Cattleya labiata var. rubra – Italo Gurgel – ACEO
2º lugar – Cattleya labiata var. rubra
Italo Gurgel – ACEO
Premiação 12 – Espécie Botânica – 1º lugar – Bulbophyllum falcatum – Gerson Paiva – CPO
Espécie Botânica – 1º lugar – Bulbophyllum falcatum
Gerson Paiva – CPO
Premiação 13 – Espécie Botânica – 2º lugar – Sarcoglottis sp. – Gerson Paiva – CPO
Espécie Botânica – 2º lugar – Sarcoglottis sp
 Gerson Paiva – CPO
Premiação 14 – Espécie Botânica – 3º lugar – Bulbophyllum falcatum – Gerson Paiva – CPO
Espécie Botânica – 3º lugar – Bulbophyllum falcatum 
Gerson Paiva – CPO
Trofeu Prof. Pedro Ivo Braga de Mérito Botânico – Grammatophyllum scriptum – Michelle Canário – ACEO
Trofeu Prof. Pedro Ivo Braga de Mérito Botânico – Grammatophyllumscriptum – Michelle Canário – ACEO

Espécie Brasileira – 1º lugar Catasetum ciliatum
 Vera Coelho – ACEO
Espécie Brasileira – 2º lugar – Epidendrum ciliare – Italo Gurgel – ACEO
Espécie Brasileira 2º lugar – Epidendrum ciliare
Italo Gurgel – ACEO
Premiação 03 – Espécie Brasileira – 3º lugar – Cattleya granulosa – Italo Gurgel – ACEO
Espécie Brasileira – 3º lugar – Cattleya granulosa
 Italo Gurgel – ACEO
Premiação 04 – Espécie Estrangeira – 1º lugar – Cattleya lueddemanniana – Carlos Neves – CPO
Espécie Estrangeira 1º lugar Cattleya lueddemanniana
 Carlos Neves – CPO
Premiação 05 – Espécie Estrangeira – 2º lugar – Dendrobium spectabile – Teresinha de Jesus Gomes – ACEO
Espécie Estrangeira – 2º lugar – Dendrobium spectabile
 Teresinha de Jesus Gomes – ACEO
Premiação 06 – Espécie Estrangeira – 3º lugar – Phalaenopsis violacea – Edmilson Costa – ACEO
Espécie Estrangeira – 3º lugar – Phalaenopsis violacea
 Edmilson Costa – ACEO
Premiação 07 – Híbrido – 1º lugar – Blc. Toshie Aoki – Carlos Neves – CPO
Híbrido – 1º lugar Blc. Toshie Aoki 
Carlos Neves – CPO
Premiação 08 – Híbrido – 2º lugar – Blc. April Crepon – Rogério Sella – ACEO
Híbrido 2º lugar Blc. April Crepon
Rogério Sella – ACEO
Premiação 09 – Híbrido – 3º lugar – Lc. Color Guard – João Batista Demétrio Neto – ACEO
Híbrido3º lugar Lc. Color Guard
João Batista Demétrio Neto – ACEO

Fonte e fotos: 
Associação Cearense de Orquidófilos (ACEO).

Quer saber mais?
http://www.orquidofilos.com/


quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Herbário virtual disponível para você conhecer espécies da Flora Brasileira

Acesse o Herbário Virtual-Reflora através do link: www.herbariovirtualreflora.jbrj.gov.br e conheça as exicatas do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ), Muséum national d'Histoire naturelle (MNHN), Paris e Royal Botanic Gardens, Kew referentes à Lista de Espécies da Flora do Brasil.

A página inicial do REFLORA explica um pouco desse grandioso projeto:

Em dezembro de 2010, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ) recebeu do CNPq a missão de construir um herbário virtual para abrigar as imagens de plantas brasileiras que estão depositadas em herbários de outros países, criando em uma instituição pública brasileira a capacidade de armazenar e fornecer dados de qualidade sobre a nossa flora. Os primeiros parceiros desta iniciativa são os herbários K (Royal Botanic Gardens, Kew) e P (Muséum national d’histoire naturelle, Paris), cujas imagens se somam às do herbário RB, do próprio JBRJ.

Herbário Virtual Reflora esta sendo construído com intuito de permitir que taxonomistas trabalhem de forma semelhante ao que já fazem nos acervos físicos, com acesso à imagens em alta resolução em uma plataforma online que permitirá a consulta, reindentificação e tipificação das amostras por especialistas, além de outras funcionalidades. Vale mencionar ainda, que os curadores das instituições parceiras irão receber relatórios do sistema e poderão fazer atualizações no herbário "físico".

Este sistema inovador foi lançado com imagens dos acervos RBK e P disponíveis para atualização e estudo por parte dos mais de 500 taxonomistas que já atuam na Lista de Espécies da Flora do Brasil. A cada semana o número de amostras disponíveis no Herbário Virtual Reflora será ampliado e esperamos chegar ao final de 2014 com um milhão de imagens para acesso tanto da comunidade botânica, quanto do público em geral. Futuras parcerias já estão sendo firmadas com instituições nacionais e internacionais com o intuito de repatriar o maior número possível de espécimes do exterior e colocar online os herbários brasileiros.

Caso você seja um taxonomista de formação e queira ser um colaborador do Herbário Virtual Reflora envie uma solicitação para o nosso e-mail de contato.
Contatoreflora@jbrj.gov.br

O herbário é composto por 420 mil fotografias de plantas prensadas e desidratadas, muitas delas colhidas por naturalistas europeus nos séculos XVIII e XIX. Vejam a imagem e informações que obtive no herbário virtual sobre o Epidendrum amazonicum:

ORCHIDACEAE
 Epidendrum amazonicum 
Schltr.
Dados da Determinação
Nome científico
ORCHIDACEAE Epidendrum amazonicum Schltr.
Typus
Holótipo
Determinador
Fraga
Data
02/07/2004
Dados de Espécime
Origem Imagem
Jardim Botânico do Rio de Janeiro (RB00542594)
Herbário de Origem
RB
Coletor
Kuhlmann, J.G.
Numero da Coleta
780
Outros Coletores
R. C. Forzza, C.N. Fraga, L. Kollmann & P.H. Labiak.
Data da Coleta
--/05/1913
Local da Coleta
Dado não informado, Dado não informado.
Descrição
Rupestre no sol. Flores vináceas. Material prensado em álcool.

domingo, 22 de setembro de 2013

Porque é Primavera


"A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la."
Cecília Meireles


A estação mais linda do ano, convida a celebrá-la de forma esplendorosa: Apreciando a beleza das orquídeas, aprendendo e ensinando com elas. 

Foi o que fiz esse fim de semana, participando da II Bienal de Orquídeas do Nordeste em João Pessoa(PB) e da Oficina de cultivo de orquídeas na AABB Natal.

O resultado foi enriquecedor: cultivo de amizades e um show de beleza.  Compartilho algumas imagens:


Cattleya granulosa
Orquídea epífita, nativa do Rio Grande do Norte e endêmica do Nordeste Brasileiro, possui uma gama de cores e suave perfume. Riqueza florística desconhecida por grande parte da população e que precisa ser preservada.



Brassavola nodosa



Cattleya violácea rubra




Dendrobium anosmum 

Dendrobium antennatum



Dendrobium caesar

Cattleya ludmaniana aquinada

Dendrobium linealii

Dendrobium spectabile

Ludisia discolor

Cattleya walkeriana

Epidendrum ciliare

Cattleya skineri


Cattleya skineri

BC Floralia Triumpho Titanic

Dendrobium thirsiflorum


Cattleya aclandiae




Spathoglottis


Participantes da Oficina de cultivo de orquídea realizada na AABB Natal em 21.09.2013

Fotos: Gleide Brandão

 

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Cultivando amizade e orquídeas

Falar sobre um assunto que lhe fascina é fácil e muito agradável. Some-se a isso a companhia de pessoas amigas, agradáveis e que se interessam pelo seu hobby. Foi assim que aconteceu a última oficina de cultivo de orquídea.

O tema orquídea é apaixonante e infinito. Noções básicas dos tópicos abaixo foram tratados no evento:
Como reconhecer uma orqúídea; Habitat; Hábitos (Epífitas, Terrestres, Rupícolas e Saprófitas); Formas e tamanhos; Tipos de crescimento (Simpodial e Monopodial); Polinização; Formas de multiplicação (sementes, divisão de touceiras, meristema); Substratos; Luminosidade; Ventilação; Vasos; Regas; Adubos (Orgânicos e Químicos).

Realizou-se a prática de plantio em árvore, implantando um Dendrobium nobile no tronco de um pingo de ouro (Duranta erecta aurea).
Fotos: Gleide Brandão

Dividimos e replantamos uma BLC pastoral rosa.

A orquídea nativa e endêmica do RN, Cattleya granulosa, esbelta e florida, foi apresentada aos participantes.
Fotos: Mica Mendes

A tarde foi super agradável. Na saída todos saíram felizes e satisfeitos em companhia de uma orquídea.

"Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina".
Cora Coralina

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Qual o melhor lugar para plantar minha orquídea?

Esta semana tive a grata satisfação de desfrutar do resultado do meu trabalho. Fiquei maravilhada com a beleza, saúde e vigor das orquídeas colocadas nos troncos de árvores na casa de uma cliente que presto consultoria. O ambiente ocorre, na beira mar, em vegetação remanescente de mata atlântica. As árvores que utilizei foram predominantemente da espécie cajueiro (Anacardium ocidentale).
Além do bom estado das plantas, Dendrobium, Dephal, Epidendrum, Phalaenopsis, Renanthera e Oncidium sharry baby., ainda presenciei o espetáculo de cores e perfume das florações das orquídeas.
Renanthera cultivada em tronco de árvore.
Foto: Gleide Brandão

O fato reforçou a teoria por mim sempre defendída que a melhor forma de cultivo das orquídeas epífitas é nos troncos de árvores, de preferência aquelas que possuem uma certa rugosidade. A luz difusa e filtrada da copa das plantas é a luminosidade ideal para que as flores ocorram e a planta adquira vigor.
Orquídeas em tronco de cajueiro (Anacardium ocidentale)
Foto: Gleide Brandão

Detalhes do cultivo:
Rega diária, adubação quinzenal com adubo de algas e muito carinho dos proprietários e da pessoa responsável pelos cuidados diários.

Divido com vocês essa experiência para que desfrutem da mesma alegria que senti ao ver esse espetáculo da natureza.

Foto: Gleide Brandão